Neste artigover as partes
- O ponto de partida: psicanálise online a R$ 50
- A estratégia: por que NÃO atacamos Curitiba inteira
- O que aconteceu nos primeiros 60 dias
- O reposicionamento: do online barato pro consultório físico
- O que esse case ensina
- Você atende remoto e quer escapar do CPC alto local?
- Ferramentas gratuitas para colocar isso em prática
O ponto de partida: psicanálise online a R$ 50
O cliente atendia online com sessões a R$ 50–80, principalmente pra pacientes que vinham por indicação ou Instagram. Sem previsibilidade de novos pacientes, sem capacidade de reajustar preço (porque a indicação criava expectativa de preço baixo), e com agenda dependente de quem aparece.
O briefing era simples: gerar leads previsíveis pra ter agenda cheia o ano todo.
A estratégia: por que NÃO atacamos Curitiba inteira
O primeiro instinto seria rodar campanhas pra “psicanalista Curitiba” e bairros próximos. Mas o CPC pra esses termos em capital é alto — entre R$ 6 e R$ 12 por clique — e o concorrente que paga mais ganha.
Mudamos a estratégia: como o serviço era online, podia atender qualquer cidade do Brasil. Então focamos em regiões com menos concorrência: cidades médias do interior de SC, PR, RS e do interior de SP. Mesma sessão (online), mas CPC bem mais baixo.
O setup das campanhas
- Search em correspondência de frase pra “psicanalista online”, “terapia online”, “psicanálise por video chamada” + nomes de cidades médias selecionadas
- Bid manual com controle rígido — começamos com CPC máximo de R$ 2,50 (vs R$ 8+ em Curitiba)
- Landing simples: explicação do método psicanalítico + agenda + WhatsApp pra agendamento
- Conversão = clique no WhatsApp + agendamento confirmado
O que aconteceu nos primeiros 60 dias
A agenda encheu rápido — mas algo importante: como os pacientes vinham por pesquisa ativa (não indicação), eles tinham menos pressão de preço. Pagavam o valor cobrado sem comparar com a “sessão do amigo”. Em 3 meses, o cliente conseguiu subir o valor da sessão de R$ 50 pra R$ 80 sem perder volume.
O reposicionamento: do online barato pro consultório físico
Aqui aconteceu a virada do case. Com agenda cheia e demanda comprovada, o cliente percebeu que poderia abrir um consultório físico e cobrar mais — porque agora tinha funil próprio de pacientes, não dependia só de indicação local.
Abriu consultório no centro de Curitiba. Manteve as sessões online (continuam sendo a maior fonte de novos pacientes via Google Ads), mas pacientes locais que preferem presencial pagam R$ 120–R$ 200 por sessão.
Resultado financeiro: mesmo tempo de trabalho, faturamento multiplicado por 2,5x a 3x.
O que esse case ensina
1. Tráfego pago pode mudar a economia do negócio, não só gerar leads
Quando o serviço se torna “encontrável por pesquisa ativa” (não só indicação), o cliente passa a ter poder de precificação. Indicação cria expectativa de preço; pesquisa não.
2. Fugir do CPC alto da capital quando faz sentido
Se o serviço é online ou se você consegue atender remoto, focar em regiões com menos concorrência custa muito menos por lead. CPC R$ 2,50 vs R$ 10 muda completamente a viabilidade.
3. Funil próprio = liberdade de reposicionar
Quem depende de indicação não consegue subir preço. Quem tem funil próprio sim. Tráfego pago bem feito não é só “leads”, é construção de autonomia comercial.
Takeaway prático
Se você cobra pouco porque “o mercado não paga mais”, talvez o problema seja origem dos pacientes/clientes, não o preço. Indicação trava preço. Pesquisa ativa libera. Esse é um dos poderes mais subestimados do Google Ads bem feito: dar ao profissional a capacidade de cobrar o que vale, porque agora ele não depende mais da rede social do amigo do paciente.
Você atende remoto e quer escapar do CPC alto local?
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